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domingo, 23 de março de 2014

Luciano Oliveira - Preto de alma branca

"Se você sempre acreditou que todos poderiam jogar pelas mesmas regras e serem julgados pelos mesmos padrões, você teria sido rotulado como um radical há 60 anos atrás, um liberal há 30 anos atrás e um racista hoje."
Thomas Sowell


Trabalho na área da engenharia, estudo no Mackenzie à noite, faço filosofia. Você acredita que isso é o suficiente para alguém te chamar de branco? Sim! Estou falando do jeito e não da cor da pele. Para algumas pessoas, se você tem a vida razoavelmente bem-sucedida, sem a ajuda do governo - é que você na verdade, é branco. Não tô zuando.

Eu não sei jogar futebol, não sei sambar(dançar ou tocar) e como diria os mais íntimos, minha cor é de formiga.

Certa vez em uma conversa de bar, fui chamado de branco; segundo o sociólogo mestiço, eu não tinha as características que um negro deve ter: gostar de futebol, sambar, assistir o "Esquenta", ser a favor das cotas e, tem um detalhe mais importante, ser de ESQUERDA.

Sendo assim, um preto, para ser preto de verdade, tem que ter no DNA dele, os estereótipos raciais. Porque preto não é só cor, é estilo de vida.

Fiquei pensando: Afinal de contas, quem que é o racista aqui? Pensa comigo: O fulano tá dizendo que a cor é muito mais importante do que tudo. Não são os racistas que pensam assim? "Eu sou branco então a minha cultura tem que ser mais valorizada que a sua", "Eu sou branco então eu consigo aprender a ler e você", "Eu sou branco e somente branco pode escutar Rachmaninoff" e etc.

Para esse povo, não existe mestiço, moreninho, cor de formiga e etc., há duas classes, negros e brancos; o branco sempre rico, burguês e malévolo, e o negro, sempre pobre, toca samba para esquecer a dor e sempre vive oprimido pois os brancos são naturalmente malignos. Eu, não pareço oprimido, não sei sambar e minha cor é de formiga e gosto de Rachmaninoff, fudeu! Já que não me encaixo nos padrões, então segundo eles, sou preto por fora e minha alma é branca por dentro.

Detalhe: Isso que ele não sabe, que tudo que consegui na minha vida foi sem cota, pois se ele soubesse, com certeza diria que sou da white supremacy ou KKK.

Esse seres politicamente corretos criaram uma nova categoria de racistas, os racista da tradição etnológica. São negros que, se você não sabe jogar futebol te excluem do grupo e te "xingam" de branco.

Então, para os não-brancos escutem Rachmaninoff e sinta como é ser branco.


Link: http://www.youtube.com/watch?v=4Ud_wGMXRnQ

Luciano Olivera – Colunista do Livre e Liberdade

quarta-feira, 5 de março de 2014

Porque não devemos lutar contra a desigualdade social

 

Hoje existe uma crescente modinha em se culpar a tal "desigualdade social" por todas as mazelas da sociedade. A pobreza, a maldade, a criminalidade, a violência, o preconceito, dor de barriga e até impotência, tudo é culpa do "capitalismo malvado" e da "desigualdade social".

Mas será que a tal desigualdade social é mesmo o grande vilão da humanidade? Vemos que movimentos sociais dos mais diversos tipos e governos de diferentes partidos defendem avidamente a redução das desigualdades para que possamos ter, enfim, a sonhada igualdade. Mas será que essa linha de raciocínio está correta? Possui alguma coerência pensar assim?

Vamos pensar um pouco e tentar compreender, primeiro, os conceitos que trabalhamos quando invocamos a tal "desigualdade social". Como definir a tal desigualdade? Penso que não exista melhor forma de definir isso como certa negação de direitos e/ou condições que impossibilite a igualdade de oportunidades entre indivíduos. Mas tudo isso na verdade parte de negações. Existe algum conceito que nos diga exatamente o que é desigualdade sem partir da negação do conceito de igualdade?

Me parece que a própria palavra "desigualdade" já contém em si a resposta: Não! Não é possível definir desigualdade sem igualdade, portanto desigualdade é um conceito negativo, ou seja, diminuí-la não significa necessariamente consolidar a igualdade. Pode parecer estranho, mas um exemplo, que eu chamo pessoalmente de paradigma do poço, pode ilustrar bem a situação.

Imagine um cidadão no fundo do poço (literalmente). Podemos aplicar a ele o conceito de desigualdade dizendo que ele está desigual em relação ao solo, em um nível abaixo dos que habitam a superfície.

Suponhamos que um outro cidadão, o seu Lenine, tem uma ideia brilhante para acabar com a tal desigualdade. Ele convoca milhares de pessoas para cavarem um enorme buraco ao redor do poço, nivelando todas as pessoas para o fundo do poço. Ora, eles reduziram a desigualdade, agora estão todos iguais, mas no fundo do poço. Não houve uma propagação da igualdade, ela foi adquirida de forma negativa, ou seja, buscando diminuir as não-igualdades, da exata forma como o senso comum defende.

Um exemplo disso são as políticas afirmativas, como as cotas. Elas realmente combatem a desigualdade, mas como se trata de um conceito negativo, ao invés de promover as igualdades ela as tolhe, exatamente como o Lenine, que ao invés de lançar uma corda para que o sujeito possa subir, cava um enorme buraco para que todos possam ser "iguais" no fundo do poço. As cotas para negros nas universidades, por exemplo, privam o direito de um sujeito (o direito de ingressar no curso o qual ele foi considerado apto pelo meio seletivo comum, que é o vestibular) para conceder o mesmo direito a outro sujeito, que não seria considerado apto pelo mesmo processo seletivo. Concede esse direito mediante classe social ou etnia, o que é feito sob a intenção de diminuir as desigualdades de um grupo em relação a outro. Na prática, consiste claramente em prejudicar um grupo para dar oportunidade a outro, em síntese, a lógica do Robin Hood.

Prejudicar qualquer pessoa que seja não pode ser promover a igualdade. O problema reside em uma abordagem que foca na diminuição de desigualdades, ou seja, aborda o conceito em sua negação sem se importar de fato, com propagar o conceito mesmo de igualdade.

Lembra que definimos a desigualdade como uma restrição de direitos e/ou condições que garantam as mesmas condições a todos? Portanto o correto seria promover iguais condições a todos através de direitos , o que seria no caso, garantir o direito de uma educação pública gratuita de qualidade, pois assim todos seriam apenas beneficiados e teriam iguais oportunidades de estudo. Ora, garantir as mesmas oportunidades a todos é, obviamente, a prática do conceito de igualdade. Seria o equivalente a jogar uma corda para que o cidadão, encerrado no fundo do poço, possa subir e finalmente estar no mesmo nível que todos os demais

Por isso não devemos lutar contra a desigualdade. Uma análise dos problemas sociais por essa perspectiva leva claramente a solução mais simples, que será sempre nivelar por baixo. Acontece que nivelar por baixo não interessa! Não queremos estar todos iguais no fundo do poço, mas sim todos iguais no topo da montanha

Abordar a questão sob a ótica da igualdade, positivamente, não é tão "heroico" quanto o sacrifício de "doar um pedaço de minha liberdade para aqueles que precisam" mas é funcional, racional, inteligente e um pouco mais trabalhoso, entretanto é um trabalho que só se faz uma vez e vale a pena!

E então governos e movimentos sociais, será que não vale a pena mudar o foco para algo que respeite os direitos individuais e promova, de fato, uma melhoria no padrão de vida das pessoas?

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Começando pelo começo

Tudo possui um começo, e esse é o começo deste blog.

Eu não tenho lá muita experiência em escrever na internet, confesso que minha namorada é infinitamente melhor nisso do que eu (confiram vocês mesmos: www.2pensaremvoce.blogspot.com.br). E além de escrever bem minha gatona ainda manda muito nas maquiagens, para quem tiver interesse em cursos ou serviços, o contato dela está neste mesmo link acima

Bem, vamos começar pelo começo: Cara, para que você fez mais um blog sobre filosofia?

Vamos lá! Aqui não é um blog sobre filosofia! É um espaço para compartilhar ideias livre da rigidez acadêmica mas ainda dentro da razão, lógica e bom senso. Que fique bem claro a todos que aqui é um espaço público, para livre discussão e comentários!  Não quero que ninguém venha aqui, leia o que escrevi e fique me xingando mentalmente. Publique, xingue, ofenda, discuta, interaja, pense, enfim... Aqui é para isso!

Qualquer comentário que não esteja fora dos limites das leis será muito bem vindo! A internet é uma nova ágora, só que um pouquinho maior!

Sou ferrenhamente averso a qualquer tipo de restrição a liberdade de pensamento e de expressão. A verdade não tem dono. O conhecimento se aperfeiçoa na pluralidade de pensamentos, e portanto, este espaço é dedicado principalmente a isso: A pluralidade de um livre pensar e expressar!

Sócrates, um dos primeiros pensadores, foi condenado a morte por suas provocações. Ele não se restringia a criticar somente os amigos, mas criticava também os políticos, os mercadores, os sofistas, entre outros (ou entre todos, já que ninguém escapava dele na Grécia Antiga!).

A coibição de seu comportamento foi a reação natural de homens poderosos que eram envergonhados por serem desmascarados por Sócrates. Esses homens, que muitas vezes se diziam possuidores únicos da verdade, ou excelentes pensadores, eram facilmente levados pelo pensador grego a demonstrar suas falácias e não poucas vezes uma grande desonestidade em seus argumentos!

Já que estamos no começo deste blog, lembremos deste episódio do início da filosofia, quando a voz da razão foi coibida e calada por interesses particulares escusos e desonestos. A privação da liberdade é a grande característica dos desonestos quando são revelados perante a luz da razão!

Punem para demonstrar que possuem poder e que qualquer pessoa que se opor a seus interesses será punida de alguma forma.

Discordo de certas idéias do blogueiro Daniel Fraga, mas ele foi a certo tempo vítima de um bom exemplo deste tipo de desonestidade:


Daniel Fraga não foi efetivamente punido, mas no episódio da Grécia, Sócrates foi morto. No entanto seu ideal de clareza, objetividade, racionalidade e transparência se tornou o pilar de todo conhecimento humano.

A razão pode ser levemente obstruída, mas jamais impedida de prosseguir seu curso. Portanto finco as bases deste blog no ideal da liberdade de pensamento e expressão, encorajando a todos que reflitam e comentem e já anunciando aos intelectualmente desonestos o quão é inútil coibir! Cedo ou tarde as máscaras caem e a podridão das faces desonestas começará a feder!

Agradeço aqui a todos que lerem em especial minha família: Edilson(pai), Luciana(mãe), Gabriel(irmão), Vitor(primo) e minha amada namorada Jessica (citada lá em cima em seu blog) que é a mulher que esquenta meu peito e está sempre ao meu lado!

Que esta seja a primeira de muitas postagens

Um abraço a todos!